🎡 Intercâmbio em Londres depois dos 50: valeu a pena?

Se alguém me dissesse há alguns anos que eu embarcaria para um intercâmbio em Londres aos 50+, eu provavelmente riria e diria: “Imagina, isso é coisa pra gente mais nova!”.
Mas a vida, quando a gente tem coragem de escutá-la, adora nos surpreender.


✈️ O início de um sonho (com um friozinho na barriga)

Fazer um intercâmbio de seis meses em Londres foi uma das decisões mais desafiadoras — e ao mesmo tempo mais libertadoras — da minha vida.

Depois dos 50, a gente carrega uma bagagem enorme: família, trabalho, responsabilidades, rotinas… e o medo de recomeçar.

Mas a verdade é que a vontade de melhorar o inglês e viver uma nova experiência falou mais alto.
E lá fui eu — coração acelerado, uma mala que parecia pesar o dobro e a sensação de estar começando de novo.


🌧️ Os desafios (e os aprendizados) de recomeçar

Não vou romantizar: o início foi difícil. Voltar a estudar depois de tanto tempo exigiu paciência e humildade.

Me vi sentada numa sala de aula com pessoas muito mais jovens, falando rápido e com sotaques diferentes, enquanto eu tentava acompanhar e rir dos meus próprios tropeços.

Mas sabe o que descobri? Aprender (ou reaprender) é um exercício de coragem.

Cada conversa errada, cada palavra esquecida, cada tentativa de pedir um café sem travar, e até mesmo conseguir ler (e entender) um livro inteirinho em inglês foi uma grande vitória!

E o frio de Londres, o metrô lotado, a saudade de casa — tudo isso virou parte da jornada.


💕 As amizades que o tempo não limita

Uma das coisas mais lindas dessa experiência foi perceber que amizade não tem idade.

Fiz amigos do mundo todo: jovens curiosos, adultos recomeçando como eu, e até londrinos que se encantavam com minha coragem de estar ali, vivendo algo novo.

Entre risadas, pubs e longas conversas sobre a vida, entendi que esse intercâmbio não era só sobre aprender inglês — era sobre me reconectar comigo mesma.


🌆 Viver Londres intensamente

Londres tem uma energia única.
Nos finais de semana, eu virava exploradora: visitava museus, parques, feiras e castelos.
Cada canto da cidade parecia contar uma história — e eu estava escrevendo a minha.

Passear pelo Hyde Park no outono, ver o Big Ben reluzindo ao entardecer, ouvir as badaladas da Westminster Abbey e me perder pelas ruas de Notting Hill foram experiências que me fizeram sentir viva de um jeito novo.


🌸 Valeu a pena?

Valeu cada segundo.
Valeu a saudade, o medo, as dúvidas e os tropeços no inglês.
Porque o intercâmbio me mostrou que nunca é tarde demais pra recomeçar — pra aprender, pra se desafiar, pra viver algo que parecia impossível.

Voltei mais confiante, mais leve e com o coração cheio de histórias.
Descobri que os 50 não são o fim de uma jornada, mas o começo de uma fase incrível, em que a gente finalmente entende que o tempo certo é agora.


💫 E se eu pudesse te dar um conselho…

Se você também tem esse sonho guardado, não espere o “momento perfeito”.
A idade não é um limite — é bagagem. E cada carimbo no passaporte é um lembrete de que a vida é feita de coragem.

Então sim, fazer intercâmbio depois dos 50 vale — e muito — a pena. Porque mais do que aprender inglês, você aprende sobre você.

📍 Londres me acolheu, me ensinou e me transformou. E quem sabe, talvez ela esteja esperando por você também. 💕

📸 E se quiser me acompanhar de perto, é só me seguir no Instagram @pattyh_oliveira — lá, compartilho o lado leve e real de viajar (com ou sem tornozelo torcido 😅).


Quem é Patty Oliveira?

Sou uma viajante curiosa, apaixonada por descobrir o mundo do jeitinho real, com aventuras, aprendizados e alguns ralados pelo caminho. Acredito que cada destino guarda uma surpresa e que até os imprevistos fazem parte da magia de viajar.
Por isso criei o Meus Ralados Pelo Mundo: um espaço para compartilhar experiências sinceras, dar dicas práticas e mostrar que viajar não precisa ser perfeito para ser incrível!